segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Diário Paranaense
Segurança

Padrinhos são presos após morte de bebê de quatro meses por asfixia em Ponta Grossa

Casal havia assumido os cuidados da criança enquanto os pais saíram durante a madrugada; Polícia Civil investiga se os suspeitos assumiram o risco da morte ao consumir bebida alcoólica e não prestar os cuidados necessários

Por Redação Diário Paranaense
Publicado em 24/08/2026 às 17:23Atualizado em 11/09/2026 às 00:44
Padrinhos são presos após morte de bebê de quatro meses por asfixia em Ponta Grossa

Um casal de padrinhos foi preso em flagrante após a morte de um bebê de quatro meses, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. O caso aconteceu entre a madrugada de sábado (22) e domingo (23), quando a criança estava sob os cuidados dos dois investigados.

Os suspeitos foram identificados como Brayan de Paula Mehret, de 22 anos, e Andrielly Kauana de Oliveira, de 21 anos. Segundo a Polícia Civil do Paraná (PCPR), um exame preliminar apontou asfixia como causa da morte da criança.

A investigação tenta esclarecer exatamente o que aconteceu durante as horas em que o bebê permaneceu sob responsabilidade dos padrinhos.

Pais deixaram bebê aos cuidados dos padrinhos

De acordo com a apuração policial, os pais haviam deixado o bebê com o casal para sair durante a madrugada. Além da criança de quatro meses, duas meninas, de cinco e dois anos, também ficaram sob os cuidados dos investigados.

Segundo informações obtidas durante a investigação, os padrinhos teriam aceitado cuidar das crianças enquanto os pais saíam. O serviço seria remunerado.

Quando os pais retornaram à residência pela manhã, encontraram o bebê sem sinais vitais. Os serviços de emergência foram acionados, mas a criança já estava morta.

Polícia apura consumo de bebida alcoólica

Um dos pontos considerados importantes pela investigação é o consumo de bebidas alcoólicas pelos padrinhos durante o período em que estavam responsáveis pelas crianças.

Segundo o delegado responsável pelo caso, a mulher relatou durante o interrogatório que estava muito embriagada e que não teria percebido o que aconteceu durante a madrugada.

O homem, por sua vez, afirmou que também havia consumido bebida alcoólica e que chegou a verificar o bebê por volta das 2h. Segundo o relato apresentado à polícia, naquele momento a criança aparentemente estava bem.

Para a Polícia Civil, as circunstâncias levantam questionamentos sobre o cumprimento do dever de cuidado assumido pelo casal ao aceitar ficar responsável por um bebê de apenas quatro meses.

Irmã teria ouvido bebê chorando

O depoimento de uma das crianças que também estava na residência passou a fazer parte da investigação.

Segundo a Polícia Civil, a menina de cinco anos contou que teria ouvido o bebê chorando bastante durante a madrugada.

A partir dos depoimentos e dos resultados preliminares da perícia, os investigadores trabalham para reconstruir o que aconteceu antes da morte.

Uma das linhas de investigação mencionadas pela autoridade policial é a possibilidade de que o bebê tenha sido sufocado durante um episódio de choro. Essa hipótese, entretanto, ainda está sendo investigada e não representa uma conclusão definitiva sobre a dinâmica da morte.

Necropsia apontou asfixia

O exame preliminar de necropsia apontou asfixia como causa da morte.

Com base nos primeiros elementos reunidos, a Polícia Civil entendeu que o caso poderia ultrapassar uma situação de simples negligência.

A investigação avalia se houve dolo eventual, situação em que uma pessoa não necessariamente pretende provocar determinado resultado, mas assume o risco de que ele aconteça. A polícia também analisa a possibilidade de enquadramento como homicídio culposo, e a definição dependerá do avanço das investigações.

Casal foi preso em flagrante

Brayan e Andrielly foram presos em flagrante e encaminhados ao sistema prisional.

A Polícia Civil solicitou à Justiça a conversão das prisões em flagrante em preventivas. O pedido deve passar pela análise do Ministério Público do Paraná e do Poder Judiciário.

Os celulares dos investigados também foram apreendidos e poderão ser analisados para ajudar a estabelecer a cronologia dos acontecimentos durante a madrugada.

Até a publicação das informações mais recentes, os dois investigados não possuíam defesa constituída no processo. Eles são considerados suspeitos, e a responsabilização criminal dependerá da conclusão das investigações e do andamento do caso na Justiça.

A Polícia Civil continua ouvindo testemunhas e analisando os elementos periciais para determinar como ocorreu a asfixia e qual foi a participação de cada pessoa nos acontecimentos que terminaram com a morte da criança.

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Redação Diário Paranaense
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