Grupo suspeito de desviar R$ 7 milhões de empresa de Curitiba com rifas falsas é alvo de operação
Polícia Civil cumpre 24 ordens judiciais em sete estados e no Distrito Federal; investigação aponta que funcionário simulava ser vencedor de rifas para ocultar origem do dinheiro
Uma operação da Polícia Civil do Paraná (PCPR) mira nesta terça-feira (18) uma associação criminosa suspeita de desviar mais de R$ 7 milhões de uma empresa de Curitiba e utilizar rifas falsas para ocultar a origem dos valores.
Ao todo, são cumpridas 24 ordens judiciais de busca e apreensão em cidades do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Pernambuco, Minas Gerais e Distrito Federal. A ação conta com apoio das polícias civis dos estados envolvidos.
Os investigados são suspeitos de furto mediante fraude, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Operação busca recuperar patrimônio
Segundo a PCPR, uma das prioridades desta fase é localizar bens que possam ter sido adquiridos com os recursos desviados.
As equipes procuram dinheiro em moeda nacional ou estrangeira, joias, relógios, ouro, pedras preciosas e outros bens de alto valor.
Documentos relacionados à compra, transferência ou ocultação de patrimônio também estão entre os alvos das buscas.
A investigação financeira já permitiu reconstruir parte do caminho percorrido pelo dinheiro e identificar movimentações realizadas entre pessoas ligadas ao grupo.
Funcionário teria desviado dinheiro por mais de um ano
De acordo com a investigação, os desvios teriam sido realizados durante mais de um ano por um funcionário da própria empresa.
Para tentar esconder a origem dos recursos, ele simulava ser vencedor de rifas de veículos.
A Polícia Civil identificou que o investigado teria aparecido como vencedor de pelo menos 20 rifas falsas.
A estratégia, segundo a apuração, serviria para justificar a entrada de grandes quantias em dinheiro e dar aparência de legalidade aos valores desviados.
Quebra de sigilo revelou caminho do dinheiro
O avanço da investigação ocorreu após quebras de sigilo bancário e análise das movimentações financeiras relacionadas aos suspeitos.
Os policiais identificaram sucessivas transferências entre pessoas ligadas ao esquema, permitindo acompanhar parcela significativa dos recursos retirados da empresa.
Entre os investigados estão o funcionário apontado como responsável pelos desvios, familiares dele e organizadores de rifas de diferentes regiões do país que teriam participado da fraude.
Mandados são cumpridos em 17 cidades
As ordens judiciais são cumpridas em diferentes regiões do Brasil.
No Paraná, a operação ocorre em Curitiba, São José dos Pinhais, Araucária e Umuarama.
Também há mandados em Itapoá e São José, em Santa Catarina; Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul; São Paulo, Cubatão, Mogi das Cruzes, Taboão da Serra e Presidente Venceslau, em São Paulo; Olinda, Recife e Caruaru, em Pernambuco; Nova Serrana, em Minas Gerais; e Brasília, no Distrito Federal.
Investigação continua
Após o cumprimento dos mandados, a Polícia Civil deve analisar os bens, documentos e valores eventualmente apreendidos.
A investigação continua para identificar o destino final do dinheiro, dimensionar a participação de cada suspeito e tentar recuperar parte do patrimônio desviado.
O caso é tratado como uma investigação de alta complexidade em razão da quantidade de movimentações financeiras, pessoas envolvidas e diferentes estados alcançados pelo esquema.
