Chuvas atrasam colheita do milho no Paraná e acendem alerta para lavouras de trigo
Excesso de umidade dificulta entrada das máquinas no campo e faz colheita da segunda safra avançar em ritmo inferior ao registrado no ano passado
As chuvas frequentes registradas no Paraná estão afetando diretamente o trabalho dos produtores rurais. O excesso de umidade reduziu o ritmo da colheita do milho segunda safra e também trouxe impactos para lavouras de trigo e café em diferentes regiões do estado.
Segundo informações do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), até o levantamento mais recente aproximadamente 60%
da área de milho segunda safra havia sido colhida no Paraná.
No mesmo período da safra anterior, o índice já alcançava 80%, evidenciando o atraso provocado pelas condições climáticas.
Umidade impede avanço das máquinas
Um dos principais problemas enfrentados pelos produtores está relacionado à elevada umidade dos grãos e do próprio solo.
Com as precipitações frequentes, máquinas e equipamentos encontram dificuldades para entrar nas propriedades e realizar a colheita.
Em determinadas áreas, os trabalhos precisam ser temporariamente interrompidos até que as condições melhorem.
Além do atraso operacional, colher milho com umidade elevada pode aumentar a necessidade de secagem dos grãos antes do armazenamento, elevando custos para o produtor.
Milho permanece mais tempo no campo
O atraso também faz com que parte do milho já maduro permaneça por mais tempo nas lavouras.
Quanto maior esse período, maior pode ser a exposição da produção a problemas provocados pelas condições meteorológicas.
Mesmo diante das dificuldades, a avaliação das lavouras paranaenses permanece, de maneira geral, positiva. O principal impacto observado até o momento está relacionado ao ritmo da retirada dos grãos.
A expectativa é que períodos de tempo firme permitam uma aceleração dos trabalhos nas propriedades.
Trigo também sente efeitos das chuvas
As lavouras de trigo também exigem atenção.
O excesso de umidade pode favorecer o surgimento de doenças e provocar alterações no desenvolvimento das plantas, especialmente quando as precipitações ocorrem de maneira persistente.
Em algumas regiões, produtores já observaram áreas com amarelamento das plantas, situação que está sendo acompanhada pelos técnicos.
As condições climáticas também dificultam a realização de manejos necessários nas lavouras.
Café enfrenta dificuldades na colheita e secagem
Outra cultura afetada é o café.
As chuvas interferem tanto na retirada dos frutos quanto no processo de secagem após a colheita, uma etapa fundamental para garantir a qualidade do produto.
Com maior presença de umidade, produtores precisam redobrar os cuidados durante o beneficiamento.
Clima dita ritmo da safra paranaense
O cenário das últimas semanas reforça a influência das condições meteorológicas sobre a produção agrícola do Paraná.
Enquanto a chuva pode beneficiar determinadas culturas durante fases específicas de desenvolvimento, o excesso de precipitação durante a colheita cria dificuldades operacionais e aumenta os cuidados necessários para preservar a qualidade da produção.
Agora, produtores aguardam períodos mais prolongados de tempo firme para acelerar principalmente a retirada do milho segunda safra e recuperar parte do atraso registrado nas últimas semanas.
